Foto: Suzano A busca por materiais mais sustentáveis ganha força na indústria com o lançamento do Eucanatural, nova celulose marrom desenvolvida pela Suzano. A inovação, produzida a partir do eucalipto, combina alta resistência, menor uso de produtos químicos e apelo visual natural, ampliando as alternativas para o setor de embalagens.
O produto começou a ser desenvolvido em 2020 e passou por etapas técnicas entre 2021 e 2022, com simulações laboratoriais no Centro de Tecnologia de Aracruz, no Espírito Santo. Em 2023, avançou para produção em escala industrial, consolidando recentemente sua entrada no portfólio comercial da empresa.
A celulose marrom ainda é pouco disponível no mercado global e surge como alternativa de alto desempenho para aplicações como embalagens, papéis flexíveis e filtros de ar. A proposta atende à demanda crescente por soluções com menor impacto ambiental sem comprometer a performance.
Segundo o pesquisador sênior da Suzano, Lucas Ornelas Jacinto, o diferencial do produto está no processo produtivo. Sem a etapa de branqueamento, há redução significativa no consumo de insumos químicos, mantendo resistência e qualidade da fibra.
O avanço para a escala industrial foi resultado da integração entre as equipes de pesquisa e produção. A empresa destaca que a sinergia entre o Centro de Tecnologia e a área industrial foi determinante para garantir segurança, qualidade e desempenho do produto.
Além do ganho ambiental, o Eucanatural apresenta coloração naturalmente marrom, característica valorizada por marcas que buscam transmitir sustentabilidade e autenticidade em suas embalagens.
Entre as principais aplicações estão caixas de papelão, sacolas e embalagens diversas que exigem maior robustez. O material também tem forte presença no segmento de papéis flexíveis, como rótulos de vinho, sacos de café e papéis utilizados em air fryer.
A combinação entre desempenho técnico e atributos ambientais posiciona o produto como alternativa estratégica em um mercado cada vez mais orientado por soluções renováveis, reforçando o papel da inovação no setor de base florestal.




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