Aeroportos de MS entram em novo pacote de concessão ligado a Brasília
Aeroporto de Três Lagoas / Foto: Divulgação A inclusão de aeroportos de Mato Grosso do Sul em um novo modelo de concessão federal deve destravar investimentos e mudar o padrão de operação dos terminais regionais no Estado. A medida foi autorizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e integra a repactuação do contrato do Aeroporto Internacional de Brasília, que passará por novo leilão em 2026.
O novo formato prevê que a concessionária vencedora assuma, junto com o terminal da capital federal, a operação de outros 10 aeroportos regionais em diferentes estados. Em Mato Grosso do Sul, entram no pacote os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas, considerados estratégicos para a conectividade regional.
A proposta faz parte do Programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca viabilizar a operação de aeroportos menores ao vinculá-los a concessões maiores. Na prática, o modelo permite que terminais regionais passem a receber investimentos com base na receita gerada por grandes aeroportos, como o de Brasília.
Pelo acordo aprovado, o novo contrato terá validade até 2037. A concessionária deverá investir cerca de R$ 1,2 bilhão no Aeroporto de Brasília, com obras como novo terminal internacional, construção de edifício-garagem e melhorias de acesso. Paralelamente, está previsto um pacote de aproximadamente R$ 660 milhões voltado aos aeroportos regionais incluídos na concessão, entre eles os três de Mato Grosso do Sul.
O processo de escolha será feito por meio de disputa simplificada, com lance mínimo equivalente a 5,9% da receita bruta da concessão. A atual operadora, Inframerica, terá participação obrigatória no leilão. O acordo também prevê a saída da Infraero da sociedade, com indenização pela participação de 49% na concessão atual.
A expectativa é que o modelo amplie a capacidade operacional dos aeroportos regionais e melhore a oferta de voos comerciais. No caso de Mato Grosso do Sul, os terminais de Bonito, Dourados e Três Lagoas passam a integrar um novo ciclo de investimentos, com potencial de impacto direto no turismo, na logística e no desenvolvimento econômico regional.
A medida também acompanha um movimento mais amplo de reorganização do sistema aeroportuário nacional, que busca aumentar a eficiência da gestão privada e ampliar a malha aérea em cidades fora dos grandes centros.




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