TJ mantém condenação de Guerreiro; candidatura segue indefinida
Foto: Redes Sociais O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a condenação por improbidade administrativa do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Chaves Guerreiro. A decisão, divulgada nesta terça-feira (15), representa um revés para o candidato a deputado estadual, mas não o retira automaticamente da disputa eleitoral.
O caso envolve contratos emergenciais para a coleta de lixo e a operação do aterro sanitário de Três Lagoas. A condenação prevê suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa civil e ressarcimento de R$ 7,36 milhões aos cofres municipais, em conjunto com os demais condenados.
Há uma diferença importante entre a suspensão dos direitos políticos e a inelegibilidade. A primeira só passa a valer após o fim das possibilidades de recurso na ação de improbidade. Já os efeitos da decisão sobre a candidatura poderão ser analisados pela Justiça Eleitoral, caso o registro seja questionado.
O julgamento ocorre em meio ao rompimento público entre Guerreiro e o prefeito Cassiano Maia. Em comício realizado na sexta-feira (11), antes da notícia da decisão do TJ, o ex-prefeito disse que havia ajudado a eleger Maia e afirmou ter sido “traído” por ele. A declaração se refere ao apoio do prefeito a Eduardo Rocha, adversário de Guerreiro na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
As duas situações não têm relação judicial entre si: a crítica ao prefeito é parte da disputa política local, enquanto a condenação diz respeito aos contratos de lixo durante a gestão de Guerreiro. A definição sobre sua participação nas eleições de 2026 dependerá dos próximos passos do processo e de eventual decisão da Justiça Eleitoral.



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