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Três Lagoas,28/07/2026

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Arauco adota controle biológico para proteger florestas em MS


Arauco adota controle biológico para proteger florestas em MS Foto: Divulgação Arauco

A Arauco iniciou a produção própria de agentes biológicos para o controle de pragas do eucalipto e já liberou mais de 6 milhões de microvespas parasitoides em áreas florestais de Mato Grosso do Sul. A iniciativa integra a estratégia de manejo sustentável da empresa e busca reduzir o uso de defensivos químicos nos plantios.

Os biocontroladores são produzidos em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas, onde, desde fevereiro deste ano, são criadas as espécies Trichospilus diatraeae e Tetrastichus howardi. Esses insetos atuam no combate às lagartas desfolhadoras, consideradas uma das principais ameaças ao cultivo de eucalipto.

Segundo a Arauco, as microvespas depositam seus ovos nas pupas das lagartas, impedindo que elas completem o ciclo de desenvolvimento e se transformem em mariposas. Dessa forma, a população das pragas é reduzida naturalmente, sem necessidade de aplicações frequentes de produtos químicos.

A primeira liberação dos parasitoides produzidos pela própria empresa ocorreu em março, na Fazenda Garça Real, em Inocência. Desde então, mais de 6 milhões de insetos já foram utilizados nas áreas florestais da companhia.

A estratégia faz parte do Manejo Integrado de Pragas adotado pela empresa. Além dos parasitoides, a Arauco já utiliza inseticidas biológicos à base da bactéria Bacillus thuringiensis para o controle das lagartas. O objetivo é diminuir ainda mais a dependência de defensivos químicos, mantendo a produtividade das florestas de forma sustentável.

As lagartas desfolhadoras podem provocar perdas de até 30% na produtividade do eucalipto quando não são controladas. Entre as espécies mais comuns na região estão a lagarta-parda-do-eucalipto (Thyrinteina arnobia) e a lagarta-medideira (Iridopsis planopla).

A produção dos biocontroladores conta com pesquisas desenvolvidas em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

A iniciativa integra as ações de sustentabilidade da Arauco, que constrói em Inocência o Projeto Sucuriú, futura fábrica de celulose com previsão de início das operações no fim de 2027. O empreendimento prevê investimentos de US$ 4,6 bilhões e deve gerar mais de 14 mil empregos durante a fase de obras e cerca de 6 mil postos de trabalho após o início da operação.





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