'Materne' destaca maternidade atípica em feira
Foto: Divulgação Assessoria de Imprensa O acolhimento às famílias de crianças com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento e outras condições que exigem acompanhamento permanente será um dos temas centrais da Materne – Feira de Maternidade, Gestação e Primeira Infância, que acontece nos dias 15 e 16 de agosto, em Campo Grande. Com entrada gratuita, o evento reunirá especialistas para discutir os desafios da maternidade atípica e a importância da informação e da rede de apoio.
A maternidade atípica engloba a realidade de mães e famílias que cuidam de crianças com necessidades permanentes de acompanhamento, como casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, deficiência intelectual, paralisia cerebral, epilepsias, síndromes raras, doenças genéticas e neuromusculares, entre outras condições que afetam o desenvolvimento infantil.
Segundo a neuropsicóloga Claudia Dantas Neves, um dos primeiros impactos para as famílias é lidar com a quebra das expectativas criadas antes mesmo do nascimento da criança. "O primeiro desafio emocional costuma ser o luto do filho imaginado. Não é um luto pela criança que está ali, mas pela expectativa que não vai se cumprir daquela forma. Depois vêm a sobrecarga, as decisões médicas, as terapias e, muitas vezes, a falta de uma rede de apoio", afirma.
A neuropediatra Andrea Weinmann destaca que o diagnóstico deve ser visto como um caminho para garantir os estímulos necessários ao desenvolvimento da criança. "Por trás de cada diagnóstico existe uma criança única, com potencial, capacidades e possibilidades de desenvolvimento. O diagnóstico não define quem ela é, mas orienta quais estratégias podem ajudá-la a alcançar seu máximo potencial", explica.
Além das palestras e cursos voltados à gestação e à primeira infância, a Materne promoverá uma roda de conversa sobre maternidade atípica, reunindo especialistas e famílias para debater diagnóstico precoce, desenvolvimento infantil, saúde mental, inclusão e fortalecimento das redes de apoio. A idealizadora da feira, a ginecologista e obstetra Maria Auxiliadora Budib, afirma que o objetivo é oferecer um espaço de acolhimento e troca de experiências. "Falar sobre maternidade atípica é reconhecer uma realidade vivida por milhares de pais e mães e criar um espaço onde eles possam encontrar informação de qualidade, profissionais preparados e, principalmente, a certeza de que não estão sozinhos nessa jornada", destaca.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia no site oficial da Materne. A programação completa, com palestras, cursos e rodas de conversa, também está disponível na plataforma do evento.



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