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Três Lagoas,14/05/2026

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Operação mira fraudes milionárias no tapa-buraco


Operação mira fraudes milionárias no tapa-buraco Foto: PMCG

Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul cumpriu, na manhã desta terça-feira (12), sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão contra investigados por suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção de ruas e serviços de tapa-buraco em Campo Grande.


Batizada de “Buraco Sem Fim”, a ação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em conjunto com o Gaeco, a Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.


As investigações apontam a existência de uma organização criminosa suspeita de manipular medições de serviços e autorizar pagamentos por obras que não teriam sido executadas integralmente.


Segundo o Ministério Público, os contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025 ultrapassam R$ 113,7 milhões.


Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Em outro imóvel alvo da operação, havia R$ 233 mil em notas de real.


Entre os presos estão servidores públicos, engenheiros e empresários ligados aos contratos investigados. Conforme apurado, foram detidos Mehdi Talayeh, servidor da Sisep; Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, engenheiro civil; Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Obras; Fernando de Souza Oliveira, servidor da Sisep; Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, produtor rural e proprietário da Construtora Rial; e Edivaldo Aquino Pereira, chefe do serviço de tapa-buraco da Sisep.


De acordo com o MPMS, as irregularidades teriam provocado prejuízos aos cofres públicos, enriquecimento ilícito dos envolvidos e reflexos diretos na qualidade das vias públicas da Capital.


Após a deflagração da operação, a Prefeitura de Campo Grande informou, por meio de nota, que a investigação envolve contratos firmados desde 2017, durante gestão anterior.


“A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas”, informou a administração municipal.


A prefeitura afirmou ainda que novas medidas administrativas poderão ser adotadas para evitar prejuízos aos serviços de manutenção urbana.


“Outras medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos em função dos acontecimentos”, conclui a nota.


Os mandados foram autorizados pela Justiça dentro de investigação que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos.





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