Antaq autoriza Arauco a assumir controle da Alempor e avançar em logística do Projeto Sucuriú
Foto: Assessoria Arauco A autorização para mudança de controle da Alempor marca um novo avanço no plano logístico da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul. A Antaq aprovou a operação que permite à Arauco assumir o controle acionário da empresa, passo considerado estratégico para a consolidação do Projeto Sucuriú, em Inocência.
A decisão foi tomada pela diretoria da agência na última semana e está condicionada à transferência da titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP), localizado em Alemoa, no Porto de Santos (SP), para a Alempor. Com isso, a Arauco poderá avançar nos trâmites para concluir a aquisição da sociedade.
A operação é vista como essencial para estruturar a logística de exportação da futura produção de celulose. O terminal deve conectar o projeto industrial ao principal corredor de exportação do país, garantindo uma solução integrada e mais competitiva para o escoamento da produção.
A expectativa é de que a conclusão da transação ocorra em cerca de 90 dias, dependendo do cumprimento de exigências comerciais, jurídicas e regulatórias.
O Projeto Sucuriú representa a entrada da Arauco no segmento de celulose no Brasil, com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. A unidade industrial terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano e está sendo construída em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência.
A previsão é de início das operações no fim de 2027. Durante a fase de obras, o empreendimento deve gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início das atividades, a estimativa é de cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos nas áreas industrial, florestal e logística.
Inserido no chamado Vale da Celulose, o projeto é considerado um dos maiores investimentos privados em andamento no Estado, com impacto direto na economia regional, na geração de renda e na arrecadação.
Além da estrutura produtiva, a empresa afirma adotar práticas ambientais voltadas à preservação da biodiversidade e ao uso sustentável de recursos naturais, com monitoramento contínuo das áreas de implantação.
Com a autorização da Antaq, o projeto avança em uma das frentes consideradas decisivas para garantir competitividade no mercado internacional, reforçando a estratégia logística que sustenta a expansão da indústria de base florestal no Estado.




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