Celulose lidera exportações e impulsiona crescimento industrial em Mato Grosso do Sul
Suzano / Foto: Divulgação O avanço da cadeia produtiva da celulose tem impulsionado o crescimento da indústria em Mato Grosso do Sul e fortalecido a participação do estado no comércio exterior brasileiro. A expansão do setor vem consolidando uma nova fase da economia estadual, marcada pelo aumento da industrialização ligada à base florestal.
Dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc) indicam que a celulose já responde por cerca de 32% das exportações do estado, consolidando-se como o principal produto da pauta exportadora sul-mato-grossense.
O crescimento está ligado à instalação e ampliação de grandes plantas industriais e ao avanço da base florestal voltada ao cultivo de eucalipto, matéria-prima utilizada na produção de celulose. Esse movimento tem impulsionado investimentos em logística, geração de empregos e expansão de atividades ligadas ao transporte, serviços e manejo florestal.
Com esse cenário, Mato Grosso do Sul vem consolidando o chamado Vale da Celulose, que reúne algumas das maiores indústrias do setor no país e coloca o estado entre os principais polos de produção do Brasil.
Os reflexos desse crescimento também aparecem no comércio exterior. As exportações de Mato Grosso do Sul somaram US$ 1,43 bilhão até fevereiro de 2026, mantendo saldo positivo na balança comercial estadual.
Os números constam no sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reúne dados oficiais sobre o comércio exterior brasileiro.
Além da celulose, outros produtos ligados ao agronegócio seguem com forte presença nas vendas internacionais do estado, como a carne bovina e a soja, que também figuram entre os principais itens exportados.
A China permanece como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, seguida pelos Estados Unidos e por países da União Europeia. O desempenho acompanha a expansão da produção agrícola e industrial e os investimentos em infraestrutura logística voltada ao escoamento da produção.




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