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Três Lagoas,04/04/2026

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Ponte da Rota Bioceânica entra na reta final e ligação entre MS e Paraguai está prevista para maio

Comunicação Secom/MS
Ponte da Rota Bioceânica entra na reta final e ligação entre MS e Paraguai está prevista para maio Saul Schramm/Secom MS

Faltam cerca de 101 metros para o fechamento total da Ponte Internacional da Rota Bioceânica, estrutura considerada estratégica para a integração logística da Amérliica do Sul. Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a ligação entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, deve concluir a chamada aduela de fechamento, conhecida como “beijo” das aduelas, até o fim de maio.

Nesta fase, aproximadamente 280 trabalhadores, entre brasileiros e paraguaios, atuam diretamente na obra.

Após o fechamento estrutural, ainda serão executados serviços complementares. Estão previstas a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto armado para integrar definitivamente os dois lados da ponte, o retencionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de 168 amortecedores nesses cabos.

Os dois pilares principais e os estais receberão sensores eletrônicos capazes de monitorar cargas em tempo real. O sistema enviará dados a computadores que acompanham os esforços estruturais da ponte, inclusive durante a passagem de veículos ou em situações de eventual sobrecarga.

Também estão programados serviços de iluminação fluvial para garantir a navegação segura no Rio Paraguai, acabamento do piso, instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas e implantação de ciclovia. Na etapa final, serão realizados asfaltamento, pintura, sinalização e iluminação ornamental. A entrega completa da ponte está prevista para agosto de 2026.

A estrutura estaiada integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, que conectará os portos chilenos de Antofagasta e Iquique, passando por Paraguai e Argentina, até o Brasil, tendo Porto Murtinho como um dos principais pontos estratégicos no território sul-mato-grossense.

A expectativa é que o Corredor Bioceânico reduza em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras destinadas à Ásia, especialmente cargas do Sudeste e Centro-Oeste. Em viagens com destino à China, a estimativa aponta redução de 23% no tempo de transporte, o que representa entre 12 e 17 dias a menos no trajeto.

Além da ponte e dos acessos rodoviários, está prevista a implantação de estruturas alfandegárias integradas nos dois lados da fronteira. A Receita Federal estima fluxo inicial de 250 caminhões por dia, com potencial de crescimento conforme a Rota Bioceânica se consolide como alternativa logística para exportações e importações entre Mercosul e mercados asiáticos.




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