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Três Lagoas,23/09/2026

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Arauco preserva 84 mil hectares em Mato Grosso do Sul


Arauco preserva 84 mil hectares em Mato Grosso do Sul Foto: Assessoria de Comunicação

A Arauco mantém mais de 84 mil hectares de vegetação nativa preservados em Mato Grosso do Sul, área equivalente a aproximadamente 25% do patrimônio florestal administrado pela companhia no Estado. O percentual supera o mínimo de 20% previsto pela legislação ambiental.

Atualmente, a base florestal da empresa em Mato Grosso do Sul reúne cerca de 350 mil hectares, dos quais 218 mil são destinados ao cultivo de eucalipto. Segundo a companhia, a expansão ocorre em áreas anteriormente utilizadas para pecuária ou agricultura, sem conversão de vegetação nativa.

O trabalho de conservação inclui o monitoramento da biodiversidade com drones, câmeras termais e armadilhas fotográficas. Na Área de Alto Valor de Conservação Refúgio das Antas, em Água Clara, foram catalogadas 340 espécies da fauna e 91 da flora. Entre os registros estão 12 espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada.

A prevenção de incêndios é realizada durante 24 horas por uma central instalada em Três Lagoas. A estrutura reúne 30 brigadas terrestres, até cinco aeronaves e aproximadamente 300 profissionais especializados no combate ao fogo.

Em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa, a Arauco também produz bioinsumos em Três Lagoas. Milhões de microvespas parasitoides já foram liberadas para combater lagartas que atacam os eucaliptos, reduzindo a necessidade de defensivos químicos.

“O crescimento produtivo de alta eficiência caminha lado a lado com o respeito ao solo, à água e à conservação do Cerrado”, afirmou Theofilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco. Conforme a empresa, o manejo ainda prevê técnicas contra erosões, proteção do ciclo hídrico e aproveitamento de resíduos vegetais para aumentar a matéria orgânica do solo.

As ações também integram o Projeto Sucuriú, em construção no município de Inocência. Com investimento de US$ 4,6 bilhões, a fábrica terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A previsão é que a unidade comece a operar no final de 2027, com geração de mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante as obras e cerca de 6 mil empregos nas operações industrial, florestal e logística.




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