Gerson Palermo é levado para presídio federal em Campo Grande
Foto: Polícia Federal Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), o megatraficante Gerson Palermo foi transferido na manhã desta quinta-feira (28) para o presídio federal de Campo Grande, após retornar ao Brasil vindo da Bolívia.
Palermo chegou à Capital sul-mato-grossense no fim da tarde de quarta-feira (27), depois de ser expulso do território boliviano. Durante a noite, permaneceu na sede da Superintendência da Polícia Federal, onde passou pelos procedimentos de ingresso no país e realizou exame de corpo de delito.
Na manhã desta quinta-feira, ele foi encaminhado ao Fórum de Campo Grande para audiência de custódia e, posteriormente, levado sob forte esquema de segurança ao presídio federal da Capital por policiais penais federais.
Condenado a 126 anos de prisão, Palermo estava foragido desde 2020 e foi capturado nesta semana em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, durante ação conjunta entre autoridades brasileiras e bolivianas.
O nome dele figurava entre os mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
Palermo havia deixado o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande em 2020 após obter prisão domiciliar por decisão judicial. Poucas horas depois da liberação, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
A autorização para a prisão domiciliar foi concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em fevereiro deste ano, o magistrado recebeu punição de aposentadoria compulsória aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo relacionado à decisão envolvendo Palermo.
O histórico criminal do traficante inclui participação no sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp, em agosto de 2000. A aeronave saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomada por criminosos durante o voo, sendo obrigada a pousar em Porecatu, no Paraná. Na ação, foram roubados malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões.
Além disso, Palermo também foi alvo da Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal em 2017 para desarticular um esquema internacional de tráfico de drogas. As investigações apontaram que a cocaína saía da Bolívia em aeronaves até Corumbá e depois era distribuída para outros estados em caminhões.
Na operação, foram apreendidos 810 quilos de cocaína em ações realizadas em seis estados brasileiros.




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