Chefe do PCC solto por decisão judicial em MS é preso na Bolívia
Gerson Palermo foi condenado a 126 anos de cadeia / Foto: Redes sociais/Reprodução Um dos apontados como principais traficantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo foi preso nesta terça-feira (26) na Bolívia, após permanecer foragido por cerca de seis anos. A informação é de que ele deverá ser extraditado para o Brasil e levado para Corumbá.
Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo havia deixado o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande em 2020, após obter prisão domiciliar por decisão judicial. Horas depois da liberação, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
O nome do criminoso constava entre os mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
A autorização para a prisão domiciliar havia sido concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em fevereiro deste ano, o magistrado recebeu punição de aposentadoria compulsória aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), relacionada à decisão envolvendo Palermo.
O histórico criminal de Gerson Palermo inclui participação no sequestro de um avião Boeing 727 da antiga Vasp, em agosto de 2000. A aeronave, que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi tomada por criminosos durante o voo e obrigada a pousar em Porecatu, no Paraná. Na ação, foram roubados malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões.
Pelo caso, Palermo recebeu condenação superior a 66 anos de prisão.
Ele também foi alvo da Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal em 2017 para desarticular um esquema internacional de tráfico de drogas. As investigações apontaram que cocaína saía da Bolívia em aeronaves até Corumbá e depois era distribuída para outros estados em caminhões.
Na ocasião, a operação apreendeu 810 quilos de cocaína em ações realizadas em seis estados brasileiros. Pelos crimes de tráfico internacional e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão.




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