Defesa de Deolane tenta habeas corpus após transferência para presídio de Tupi Paulista
Foto: Day Oliveira A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra chegou por volta das 12h desta sexta-feira (22) à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista. A chegada ocorreu de forma tranquila, apesar da movimentação de curiosos na frente da unidade e de gritos de algumas reclusas no momento da entrada da influenciadora.
A transferência aconteceu horas depois da prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Vérnix, investigação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público paulista que apura suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A defesa nega qualquer envolvimento dela com a facção criminosa.
Os advogados de Deolane já trabalham para tentar reverter a prisão por meio de um pedido de habeas corpus. A estratégia da defesa é sustentar que não existem elementos suficientes para manter a prisão preventiva e que a influenciadora poderia responder às investigações em liberdade, com medidas cautelares.
O habeas corpus é um instrumento jurídico usado para contestar prisões consideradas ilegais, abusivas ou sem fundamentos suficientes. Em casos como esse, o pedido pode ser analisado inicialmente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, posteriormente, chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou até ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa não é a primeira vez que Deolane busca liberdade na Justiça. Em setembro de 2024, ela foi presa durante a Operação Integration, em Pernambuco, investigação sobre jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Na ocasião, a influenciadora conseguiu habeas corpus após passar dias presa, embora tenha voltado temporariamente à prisão após descumprimento de medidas impostas pela Justiça.
Agora, a nova prisão ocorre em outro inquérito, desta vez ligado à suspeita de movimentações financeiras atribuídas ao PCC. Segundo investigadores, o caso teve origem em documentos e anotações apreendidos ainda em 2019 em presídios paulistas, que levaram à identificação de empresas e pessoas suspeitas de atuar na lavagem de dinheiro da facção.










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