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Três Lagoas,11/05/2026

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MS usa queima controlada para prevenir incêndios em parque estadual


MS usa queima controlada para prevenir incêndios em parque estadual Fotos: Ewerton Pereira/Secom-MS

Técnicas de manejo integrado do fogo estão sendo utilizadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul para reduzir riscos de incêndios florestais e preservar áreas ambientais no Estado. Entre os dias 1º e 4 de maio, o Corpo de Bombeiros realizou uma ação de queima prescrita no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Pevri), localizado na Bacia do Rio Paraná.

O trabalho faz parte das estratégias preventivas adotadas pelo Estado para evitar grandes incêndios durante o período de estiagem, especialmente diante da previsão de intensificação do fenômeno El Niño em 2026, que pode provocar temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e aumento do risco de fogo nos biomas sul-mato-grossenses.

A operação foi realizada em uma área previamente mapeada dentro do parque, que possui cerca de 73,3 mil hectares e está localizado nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí, na região de Mata Atlântica.


Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros, Samuel Pedrozo, o manejo controlado do fogo ajuda a diminuir a biomassa acumulada e evita incêndios de grandes proporções.

“As práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado à abertura de aceiros e ao planejamento adequado, se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios”, afirmou.

Além dos bombeiros militares, a operação contou com apoio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pela administração da unidade de conservação.

O gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, destacou que o manejo segue critérios técnicos rigorosos e contribui para manter o equilíbrio ecológico da região.

O planejamento utilizou tecnologia de monitoramento com drones equipados com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, permitindo acompanhamento contínuo da área, inclusive durante a noite, além da identificação da fauna presente no local.

A queima foi iniciada no período de maior temperatura do dia, em torno de 30°C. Com a redução da temperatura ao longo da tarde e o aumento da umidade do ar, o fogo perdeu intensidade e foi extinto naturalmente, enquanto equipes permaneceram em monitoramento para agir em caso de qualquer alteração.

De acordo com o Governo do Estado, o manejo também auxilia no controle de espécies exóticas, favorece a regeneração da vegetação nativa e protege áreas mais sensíveis ao fogo.

O guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos, explicou que a técnica permite reduzir o material combustível sem comprometer a fauna e a vegetação.

“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca. Com o manejo integrado do fogo, conseguimos preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar”, disse.

Em 2025, Mato Grosso do Sul já havia realizado uma ação semelhante no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana e Corumbá, considerada a primeira experiência de queima prescrita em unidade de conservação localizada no Pantanal sul-mato-grossense.





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