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Três Lagoas,04/04/2026

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Arauco recebe locomotivas e avança ferrovia do Projeto Sucuriú


Arauco recebe locomotivas e avança ferrovia do Projeto Sucuriú Foto: Arauco

O avanço da estrutura logística do Projeto Sucuriú, em Inocência, ganha novo capítulo com a chegada das primeiras locomotivas que vão operar na ferrovia própria da Arauco em Mato Grosso do Sul. Os equipamentos, fabricados pela Wabtec, integram o sistema que vai conectar a futura fábrica de celulose à malha ferroviária nacional e ao Porto de Santos, em São Paulo.

Ao todo, a operação contará com 26 locomotivas do modelo ES44, que vão compor a frota da EF-A35, ferrovia cuja construção começou em dezembro de 2025. O traçado terá 45 quilômetros de extensão, além de outros 9 quilômetros dentro da área industrial, permitindo a ligação direta com a Malha Norte, operada pela Rumo.

A estratégia coloca o transporte ferroviário como eixo central do escoamento da produção. A expectativa é movimentar cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com composições que podem chegar a 9.600 toneladas. A operação será iniciada junto com a fábrica, prevista para o fim de 2027.

A ferrovia também marca um movimento inédito no setor. Trata-se da primeira shortline privada implantada no País após o novo marco ferroviário, sancionado em 2021, consolidando um modelo em que a logística é estruturada diretamente junto ao projeto industrial.

O uso do modal ferroviário deve trazer ganhos operacionais e ambientais. A estimativa é evitar cerca de 190 viagens diárias de caminhões nas rodovias da região, além de reduzir em até 94% as emissões de dióxido de carbono em comparação ao transporte rodoviário.

Segundo o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, a estrutura própria amplia a previsibilidade e a eficiência da operação. Ele destaca que o modelo reduz gargalos de infraestrutura e garante maior controle sobre prazos, segurança e qualidade no transporte.

Além da escala, a operação aposta em tecnologia. As locomotivas da série Evolution estão entre as mais modernas para transporte de carga pesada, com motores de alta eficiência que podem operar com biocombustíveis. A expectativa é de redução de até 6% no consumo de combustível em relação a gerações anteriores.

Os equipamentos também contam com sistemas digitais embarcados que monitoram a operação em tempo real, controlam a velocidade automaticamente e podem acionar a frenagem em situações de risco. A tecnologia amplia a segurança, reduz falhas e melhora a disponibilidade da frota ao longo do corredor logístico.

Para a Wabtec, fornecedora das locomotivas, o projeto representa um avanço na integração entre indústria e infraestrutura no Brasil. A avaliação é de que iniciativas desse porte tendem a abrir caminho para novos investimentos logísticos e industriais no país, especialmente em setores de grande escala como o de celulose.




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