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Três Lagoas,05/04/2026

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Conferência da ONU em Campo Grande coloca MS no centro do debate global sobre meio ambiente


Conferência da ONU em Campo Grande coloca MS no centro do debate global sobre meio ambiente Foto: Assessoria de Imprensa

A realização da COP15 em Campo Grande, pela primeira vez no Brasil, coloca Mato Grosso do Sul no centro das discussões globais sobre preservação ambiental e sustentabilidade.

A abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias foi realizada nesta segunda-feira (23), reunindo autoridades nacionais e internacionais, representantes de governos e especialistas. O evento é promovido pela Organização das Nações Unidas e segue até o dia 29 de março.

A Fiems participou da cerimônia de abertura, representada pelo diretor de relações institucionais, Robson Del Casale, que destacou o papel da indústria na agenda de sustentabilidade e a importância de inserir o setor nas discussões ambientais.

A escolha de Campo Grande como sede reforça o protagonismo do Pantanal no cenário internacional, considerado uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta e rota estratégica para espécies migratórias nas Américas.

Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou que o estado tem buscado alinhar crescimento econômico e sustentabilidade, com foco em agendas como energia e segurança alimentar.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou para o cenário global preocupante. Segundo dados apresentados, quase metade das espécies migratórias apresenta declínio populacional, enquanto uma parcela significativa já está ameaçada de extinção, pressionada por fatores como mudanças climáticas, perda de habitat e poluição.

Representantes de organismos internacionais também reforçaram a necessidade de cooperação global. A vice-diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Elizabeth Mrema, destacou que nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios ambientais.

Já a secretária executiva da convenção, Amy Fraenkel, enfatizou o tema desta edição, “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, apontando que a conectividade ecológica é essencial não apenas para as espécies migratórias, mas para a economia, a saúde e o futuro do planeta.

Criada em 1979, a Convenção sobre Espécies Migratórias reúne 132 países e a União Europeia, sendo a conferência o principal espaço de decisão sobre políticas globais de conservação.

A expectativa é de que mais de 2 mil participantes passem pelo evento em Campo Grande, incluindo representantes de governos, sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais.




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