Exportações industriais de MS superam US$ 6 bilhões
Foto: Divulgação FIEMS As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançaram um resultado inédito em 2026. Pela primeira vez na série histórica, a receita do setor ultrapassou US$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano. Entre janeiro e setembro, as vendas internacionais somaram US$ 6,14 bilhões, crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados US$ 5,80 bilhões.
Os dados são do Observatório da Indústria do Sistema Fiems e mostram a força do setor industrial no comércio exterior sul-mato-grossense. No acumulado do ano, a indústria respondeu por 67% de toda a receita obtida com as exportações do Estado.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais e seus derivados. Juntos, os três grupos concentraram mais de 85% das exportações industriais de Mato Grosso do Sul entre janeiro e setembro.
Além do recorde acumulado, setembro também apresentou o melhor resultado da série histórica para o mês. As exportações industriais alcançaram US$ 740,9 milhões, crescimento de 9% em comparação com setembro de 2025. Somente naquele mês, a indústria representou 77% de toda a receita de exportações do Estado.
A celulose e o papel lideraram as vendas internacionais, com receita de US$ 2,45 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O resultado representou crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025 e correspondeu a aproximadamente 40% das exportações industriais sul-mato-grossenses.
A China permaneceu como principal destino dos produtos do segmento, concentrando 53% das compras, equivalentes a US$ 1,29 bilhão. Outros mercados importantes foram Itália, Turquia, Holanda e Estados Unidos.
O complexo frigorífico também apresentou desempenho expressivo, com exportações de US$ 2,12 bilhões e crescimento de 24% na comparação anual. As carnes bovinas desossadas congeladas representaram 60% da receita do segmento, seguidas pelas carnes bovinas desossadas refrigeradas, com participação de 17%.
A China liderou as compras do complexo frigorífico, com US$ 678,7 milhões, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 329,8 milhões. Chile, Holanda, México e Japão também estiveram entre os principais destinos.
Outro destaque foi o segmento de óleos vegetais e demais produtos derivados da extração, que movimentou US$ 654,3 milhões entre janeiro e setembro. O valor representou crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os produtos mais exportados estiveram bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, óleo bruto de soja e farinhas derivadas do processamento do grão. A Índia foi o principal mercado comprador, com US$ 142,6 milhões, seguida pela Holanda, com US$ 101,1 milhões.
Em contrapartida, o segmento de açúcar e álcool apresentou retração. As exportações totalizaram US$ 350,8 milhões, queda de 39% em relação aos nove primeiros meses de 2025.
Apesar da redução na receita, o setor ampliou sua presença em mercados internacionais. Holanda e Suíça se destacaram entre os compradores, com movimentações de US$ 59,7 milhões e US$ 49,8 milhões, respectivamente. Os dois países não haviam registrado compras dos principais produtos do segmento no mesmo intervalo do ano anterior.
Os resultados divulgados pela Fiems evidenciam a importância da indústria para a economia de Mato Grosso do Sul, especialmente nos setores de celulose, proteína animal e processamento de soja. O crescimento das exportações e a ampliação dos mercados internacionais contribuíram para o desempenho recorde registrado pelo Estado nos primeiros nove meses de 2026.



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