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Três Lagoas,12/10/2026

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Flora é 10º tatu-canastra monitorado em Três Lagoas

Fêmea de 26 quilos foi capturada no Parque do Pombo e passa a integrar estudo sobre deslocamento e conservação da espécie no Cerrado


 Flora é 10º tatu-canastra monitorado em Três Lagoas Assessoria de Comunicação do ICAS

Uma fêmea adulta de tatu-canastra, com 26 quilos, passou a integrar o monitoramento realizado no Parque Natural Municipal do Pombo, em Três Lagoas. Batizada de Flora, ela foi capturada no último domingo (6) e se tornou o décimo indivíduo acompanhado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) na região.

O monitoramento da espécie no parque começou em 2022 e busca identificar como os animais utilizam a paisagem do Cerrado, quais áreas são mais importantes para sua sobrevivência e de que forma se deslocam entre fragmentos de vegetação nativa. Segundo o coordenador de campo do Projeto Tatu-Canastra no Cerrado, Gabriel Massocato, cada novo indivíduo amplia a base de dados sobre a população existente na região.

Os animais recebem transmissores GPS, que permitem acompanhar deslocamentos, áreas de uso preferencial e possíveis corredores ecológicos entre o Parque do Pombo e outros remanescentes de Cerrado. A pesquisa tenta compreender até onde os tatus-canastra se deslocam e quais áreas fora da unidade de conservação também são utilizadas pela espécie.

Além do monitoramento por GPS, 80 armadilhas fotográficas estão instaladas no parque. Os equipamentos já registraram espécies como cachorro-vinagre, lobo-guará, teiú-mascarado e tatu-de-sete-bandas, reforçando a importância da área para a conservação da fauna do Cerrado em Mato Grosso do Sul.

Com 8.032 hectares de vegetação nativa, o Parque Natural Municipal do Pombo abriga espécies ameaçadas e é considerado um dos principais remanescentes protegidos de Cerrado na região de Três Lagoas. Os dados levantados pelo projeto também podem subsidiar ações de prevenção a incêndios, proteção ambiental e planejamento da unidade de conservação e de seu entorno.

O tatu-canastra (*Priodontes maximus*) é o maior tatu do mundo e pode atingir cerca de 1,5 metro de comprimento. A espécie possui hábitos predominantemente noturnos e é considerada uma “engenheira do ecossistema”, já que suas grandes tocas são utilizadas como abrigo por centenas de outras espécies.

A reprodução lenta, com geralmente um filhote por gestação, e a perda e fragmentação dos habitats naturais tornam o tatu-canastra mais vulnerável às alterações ambientais. Com a entrada de Flora no estudo, pesquisadores esperam ampliar o conhecimento sobre uma das populações da espécie ainda existentes no Cerrado sul-mato-grossense.








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